Música

The Human Seasons

2024-04-12T18:30:49-03:0023 de fevereiro de 2024|

Os problemas informáticos constituem o maior medo dos músicos da cena eletrônica. E um deles ocorreu numa noite de verão em 2006 durante um concerto do Projeto Gotan. Assim nasceu um dos discos mais singulares e inovadores da paisagem musical atual: "The Human Seasons", um exercício de improvisações entre o piano do argentino Gustavo Beytelmann e a paleta de sons do DJ francês Philippe Cohen Solal. Ambos estavam no palco naquela noite em Caserta, perto de Nápoles, no Belvedere de San Leucio. Quando o som parou, Gustavo Beytelmann lançou-se em uma improvisação, enquanto aguardava-se a equipe técnica. Philippe Cohen Solal, acrescentou sons, "ao feeling". Os problemas foram concertados e o show retomou. O público não soube do incidente: eles viram o interlúdio como parte do espetáculo. ​Passaram-se mais de dez anos. Uma manhã, Philippe Cohen Solal ouviu "Les Chemins de la Philosophie" na radio France Culture. O programa de Adèle Van Reeth era dedicado à improvisação. As memórias de Caserta voltaram. E com elas o desejo de tocar novamente, nas mesmas condições, mas em um estúdio. Em julho de 2021, os dois músicos se encontraram em Villetaneuse, perto de Paris, no antigo estúdio da Vogue. "Toda improvisação envolve colocar a si mesmo em perigo - explica o produtor francês. Pensei no ciclo das estações, e no poema de John Keats que as liga à vida humana. É um tema clássico, quase banal, mas que parecia relevante para nosso projeto: todos nós improvisamos nossas vidas". Antes de embarcar na aventura, Philippe Cohen Solal escolheu sons da natureza, cantos de pássaros e trechos de diálogos cinematográficos. E ele pediu ao ator inglês Christopher Ettridge para gravar "The Human Seasons", o pequeno poema de John Keats. "Nós não teorizamos antes de entrar no estúdio - diz Gustavo Beytelmann, o velho e sábio argentino, que é parisiense por adoção desde 1978. Partimos sem um mapa de estradas. Os 45 minutos do disco estão livres da retórica do piano. E também sem virtuosismo: este projeto não exigiu nenhuma demonstração de força."

Fauré e Chopin: olhares cruzados

2024-04-16T15:46:54-03:0023 de fevereiro de 2024|

Nicolas Stavy já se apresentou em palcos de prestígio internacional, como o Festival de la Roque d’Anthéron, Festival piano aux Jacobins, Festival Chopin em Nohant e em Bagatelle, Festival de l’Orangerie de Sceaux, Piano(s) Festival em Lille, Festival Berlioz, Musée d’Orsay, Salle Pleyel, Klavier Ruhr Festival, Casals Hall em Tóquio, Athenaeum em Bucareste, Mariinsky Theatre em São Petersburgo, Victoria Hall em Genebra, Hong-Kong Academy for Performing Arts, 92nd Street Y de Nova Iorque... Além disso, atuou como solista com grandes conjuntos, como a Orchestre de la Suisse Romande, a Orquestra Sinfônica de Utah em Salt Lake City, a Orquestra Filarmônica de Bucareste, a Orchestre National de Lille e a Orchestre de la Garde Républicaine. Este músico, com uma sede perpétua de descoberta, se apresenta em música de câmara com personalidades musicais como Cédric Tiberghien, Pierre Génisson, Patrick Messina, Karine Deshayes e o Quatuor Ébène. Além disso, ele toca regularmente ao lado de atores como Robin Renucci, Didier Sandre, Brigitte Fossey e Eric-Emmanuel Schmitt. Ele foi discípulo de Dominique Merlet por quase 15 anos. Posteriormente, os encontros com György Sebök e Alfred Brendel o influenciaram. Os prêmios do Concurso Internacional Chopin em Varsóvia, Genebra (2º prêmio) e Bachauer nos EUA abriram-lhe as portas para uma carreira internacional. Suas últimas gravações foram aclamadas por Classica, Maestro de la Revue Pianiste, The Guardian, FFFF Télérama, 5 diapasões, "coup de coeur" France Musique e o prestigioso Preis der deutschen Schallplattenkritik. Esta é a primeira turnê de Nicolas Stavy no Brasil.

Uma turnê pelo Brasil e pela América do Sul

2024-04-16T15:54:02-03:0023 de fevereiro de 2024|

Théo Fouchenneret ganhou o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Genebra em novembro de 2018, antes de ser nomeado "solista instrumental revelação" nos prêmios Victoires de la Musique Classique. No mesmo ano, ele ganhou o 1º prêmio e cinco prêmios especiais no Concurso Internacional de Música de Câmara de Lyon com o Messiaen Trio. Aplaudido pelas principais salas de concerto e festivais internacionais, ele também se apresenta com músicos de renome internacional, como Victor Julien-Laferrière, Renaud Capuçon, François Salque, Lise Berthaud e Svetlin Roussev. Em março de 2020, foi lançado seu primeiro CD solo por La Dolce Volta, dedicado às grandes sonatas Waldstein e Hammerklavier de Beethoven. Théo também é um músico de câmara muito procurado, como evidenciado por sua extensa discografia ao lado de músicos como Eric Le Sage, Tatsuki Narita, o Messiaen Trio e Raphaël Sévère, o Xenakis Trio e Philippe Hattat. ​O jovem pianista dedicará sua próxima gravação solo a Gabriel Fauré. Junto com seu irmão, o violinista Pierre Fouchenneret, Théo também tem o projeto de gravar as obras para violino e piano de Robert Schumann. Théo foi um dos pianistas convidados no Ciclo de Jovens Pianistas desenvolvido pela Embaixada da França no Brasil em 2022.

Obras para a mão esquerda

2024-02-23T12:23:35-03:0022 de fevereiro de 2024|

Primeiro pianista francês a se formar na prestigiosa Academia "Incontri col Maestro" em Ímola (Itália), Maxime Zecchini venceu os concursos internacionais de Arcachon, do Forum de Normandie e ainda de Varenna-Lac de Como na Itália. Já apresentou em festivais e salas de prestígio: La Seine Musicale, Salle Gaveau, Théâtre du Châtelet, Ópera de Pequim, Ópera de Xangai, Conservatório Tchaikovsky em Moscou. Tocou com a Filarmônica de Kiev, a Orquestra Sinfônica Nacional da Malásia, a Orquestra Pasdeloup, a Orquestra Filarmônica de Capetown, a Orquestra Filarmônica de Joanesburgo, a Orquestra Sinfônica de Cuzco. Sua gravação em 10 volumes e DVD de uma antologia de obras para a mão esquerda é inédita no mundo (selo Ad Vitam Records / PIAS). O projeto foi amplamente aclamado pela imprensa (Télérama, Diapason, Classica, Le Monde, Le Figaro) e foi objeto de inúmeras transmissões na France 4, TV5 Monde, France Info TV, France Musique, Radio Classique, France Inter, France Culture... A ideia de explorar esse repertório, que compreende 600 obras, surgiu há alguns anos, quando estudei pela primeira vez o concerto de Maurice Ravel para a mão esquerda. A maravilha de ter a impressão de ouvir duas mãos quando apenas cinco dedos estavam tocando me fascinou. Essas peças demonstram as imensas possibilidades da mão esquerda que, graças à disposição dos dedos, sua flexibilidade natural e seu poderoso registro nos baixos do teclado, pode, sozinha, fazer com que o piano soe como uma orquestra. Há apenas três pianistas no mundo que executam essas peças, e estou muito feliz em poder compartilhar a inegável riqueza poética desse repertório, que é tão sensível quanto virtuoso e espetacular. Maxime Zecchini

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